Atlantic Connection Travel - Institucional

A ACT foi fundada no dia 13 setembro de 1996, por um administrador de empresas, um economista e um engenheiro que haviam acabado de passar quase um ano viajando pela California, Austrália, Sudeste Asiático, China e Rússia, após a formatura na faculdade. A missão inicial da empresa era oferecer viagens em destinos não tradicionais.

A ACT possui três divisões internas, que trabalham com produtos distintos, mas sempre com o foco no continente africano. São elas:

  • Atlantic Journeys: roteiros exclusivos, personalizados e com alto grau de especialização, direcionados a um público sofisticado e com demandas específicas.
  • Atlantic Collection: pacotes prontos e descomplicados, com o compromisso de oferecer roteiros de qualidade e o melhor custo x benefício. 
  • Atlantic SPOT (projetos especiais em viagens): produtos para segmentos específicos, que demandam alto grau de expertise em termos de operação e logística. 

Além das três divisões principais, o nosso Travel Club oferece viagens exclusivas aos nossos clientes frequentes em destinos não-convencionais, fora do continente africano.

A ACT é uma empresa focada e especializada no continente africano, que tem na África do Sul, África Meridional, Leste da África e Ilhas do Índico o seu core-business. A divisão Travel Club também oferece opções de destinos não-convencionais, fora do continente africano, aos seus clientes regulares.

As informações contidas no site ACT versão 2020 foram integralmente elaboradas pelo diretor Adriano Lucchesi e cuidadosamente selecionadas para conter um material de consulta confiável e atualizado. Não utilizamos material de terceiros. Todos os nossos roteiros foram criados com base em nossa experiência pessoal, profissional e nas demandas do mercado. O FAQ representa as opiniões pessoais e particulares do diretor da ACT. Embora todos os esforços sejam feitos para que as informações contidas no site estejam sempre atualizadas e precisas, não nos responsabilizamos por eventuais incorreções. Sempre entre em contato conosco no caso de dúvidas, críticas ou sugestões. 

Planejando a sua viagem

Desde 1996, a Atlantic Connection Travel é pioneira, especializada e referência em África, e a única empresa brasileira 100% proprietária de uma operadora sul-africana, a ACT Afrika, com sede em Cape Town. Além da longa experiência em viagens para diversos públicos e destinos, trouxemos o nosso conhecimento para a esfera acadêmica, no âmbito da pós-graduação da USP, dentro do tema da sustentabilidade do turismo nas reservas de safári da África do Sul. A nossa equipe é treinada na África e conhece profundamente o destino e os nossos produtos. Nosso objetivo é sempre traduzir este conhecimento no roteiro mais adequado para cada cliente, que sabemos, possui demandas e expectativas particulares, a um preço justo e através de processos eficientes, simples e objetivos, sempre disponibilizando o nosso grande diferencial, que é a informação correta, atualizada e precisa. 

A hotelaria das regiões turísticas da África é de excelente qualidade, mas a classificação não se limita aos critérios convencionais, pois muitas vezes temos reservas de safari e parques nacionais inclusos nos roteiros. Por isso adotamos uma classificação específica:

  • 4* custo x benefício: hotelaria de qualidade com ótima localização e preços, sem serviços especiais e maiores luxos. Praticidade e conveniência.
  • 4* superior: as melhores opções disponíveis antes da faixa dos 5*, muito utilizados por famílias com crianças. Conforto e segurança.
  • 5* especial: opções diferenciadas em termos de luxo e serviços, mas atentando para condições tarifárias especiais e vantajosas. Sofisticação e tranquilidade.
  • 5* top: as melhores opções disponíveis em cada local, a combinação perfeita de todos os elementos da hotelaria com personalização e requinte máximos.

Os roteiros Journeys permitem a escolha de qualquer um dos níveis de hospedagem acima. Os roteiros Collection são exclusivamente na opção 4* custo x benefício.

Cada um dos roteiros do nosso site possui a indicação da melhor época para viajar. Em termos gerais, a África do Sul é ótima para se viajar durante o ano inteiro, mas o foco da sua viagem deve determinar a época mais conveniente. Os melhores meses para safári no Kruger são março a novembro, para se evitar o calor do verão. Para quem procura praias, atividades outdoors e calor, o raciocínio inverso: melhor de outubro a abril. Para Garden Route e Cape Town, evite os meses chuvosos e frios de inverno (junho a agosto). Como a maioria busca uma combinação de diversas atrações e destinos, basta escolher o roteiro mais adequado para cada sazonalidade e que esteja de acordo com as suas preferências. Salvo raras exceções, o mesmo raciocínio é utilizado para os outros países da África e Ilhas do Índico. Os países da África Meridional em geral apresentam grande amplitude térmica no inverno (noites frias e dias amenos, com muito sol e pouca chuva), enquanto no verão temos alta temperatura e aumento das chuvas, intensas e intermitentes, entre períodos de sol forte. A África do Leste e as Ilhas do Índico apresentam clima agradável e ensolarado, bem distribuído ao longo dos doze meses do ano, mas deve-se evitar a época das chuvas (com variações, mas em regra março a maio no leste e dezembro a março nas ilhas). Para safáris no Quênia e Tanzânia devemos considerar os fluxos migratórios dos gnus, que variam de posição a cada mês do ano. 

Cada indivíduo tem o seu estilo pessoal de viajar e isso gera diferentes possibilidades de roteiro e logística. Uma viagem guiada na Tanzânia é um conceito muito diferente de uma experiência de resort em Mauritius ou de um roteiro self-drive na África do Sul. Analisar se a logística possível ou preferível no destino de sua preferência está de acordo com seu estilo de viajar é fundamental para qualquer roteiro na África.

 

A ACT comercializa pacotes completos, com parte aérea e terrestre. Roteiros na África com um grau mínimo de complexidade requerem que ambos sejam processados simultaneamente. Clientes que possuem milhas podem emitir seus bilhetes à parte e nosso orçamento descontará os bilhetes já emitidos. Clientes com passagens normais já emitidas devem nos consultar para verificar a possibilidade de utilizar os bilhetes em nossos pacotes. Nos dois casos, enviamos orientação específica sobre os procedimentos para clientes com passagens já adquiridas (cópias dos bilhetes emitidos devem ser enviados a ACT antes do início da solicitação da parte terrestre). Recomendamos consultar a ACT antes de emitir qualquer passagem aérea avulsa para a África.

 

Não vendemos hotéis, passeios ou serviços terrestres isolados, apenas dentro dos nossos pacotes.

A expressão "a partir de" é utilizada sempre que informamos o valor de um pacote no site, pois ele pode assumir níveis diferentes de acordo com uma série de variáveis:
  • sazonalidade: além das 4 temporadas existentes para os nossos pacotes (altíssima, alta, média e baixa), também podem existir flutuações de valores dentro da mesma temporada. 
  • ocupação: o valor tarifário depende da ocupação de cada voo presente no itinerário. Quanto maior a antecedência da reserva, ocupações mais baixas e portanto, menores tarifas.
  • dia da semana: há diferenças tarifárias em função do dia da semana. Sexta, sábado e domingo são os dias mais caros. Segunda a quinta os mais baratos.
  • padrão de hotelaria: nos roteiros Collection, a opção de hotelaria é sempre o padrão 4* custo x benefício. Nos roteiros Journeys, este é o padrão de entrada ("a partir de").
  • tipo de quarto: sempre consideramos quartos standard nos valores, mas podem haver confirmações em quartos superiores, por solicitação do passageiro ou por indisponibilidade do hotel.
Embora existam outros fatores secundários que também afetam os valores, estes são os principais. Para se aplicar o valor "a partir de" é necessário, portanto, reunir uma série de variáveis, mas o critério fundamental é a antecedência na solicitação das reservas. Ao recebermos uma solicitação com o nome completo dos passageiros e datas exatas de embarque, deixamos de utilizar os valores "a partir de" e passamos ao valor pontual nos orçamentos personalizados.

 

Segurança na África

Os países africanos apresentam grandes contrastes entre si e as generalizações são inadequadas. A maioria dos países da África Meridional e do Leste (especificamente África do Sul, Namíbia, Botswana, Lesotho, Swazilândia, Zâmbia, Malawi, Moçambique, Quênia, Tanzânia, Uganda e Ruanda) gozam de estabilidade política e oferecem condições muito favoráveis ao turismo em seus domínios. Há problemas sociais, mas a violência urbana não é endêmica como no Brasil e as regiões turísticas são muito seguras. A África do Sul e a Namíbia possuem excelente infra-estrutura de transportes, as estradas são seguras e bem sinalizadas, a aviação é organizada e confiável. Mesmo países com infra-estrutura menos desenvolvida, como Zâmbia ou Malawi, possibilitam viagens seguras e autênticas. Os países do norte, Etiópia, Sudão e Egito, são mais voláteis e merecem alguns cuidados especiais, que são abordados em cada roteiro específico. Precauções com saúde devem ser observadas, especialmente em áreas de alta incidência de malária (veja informação específica). Em síntese, com bom senso e informação adequada, os nossos destinos na África são muito seguros. Obviamente, não oferecemos ou interrompemos pacotes em qualquer destino que venha a apresentar problemas sanitários, conflitos étnicos, guerra civil, risco de terrorismo ou instabilidades político-sociais.

De uma forma geral, nos países com maior vocação para o turismo, excelente. Mesmo em países menos desenvolvidos, como Moçambique, planos ambiciosos e investimentos no complexo turístico vêm sendo feitos com resultados satisfatórios. Isso gera ilhas de excelência turística dentro de países com inúmeras dificuldades, mas que proporcionam ótimas experiências ao viajante. Da mesma forma, países como Quênia ou Tanzânia, que possuem infraestrutura em desenvolvimento, apresentam excelentes serviços turísticos e oferecem alternativas para os visitantes que não desejam ter contato com as deficiências estruturais. A África do Sul possui serviços turísticos de primeiro mundo.

A África do Sul é a exceção em um continente com infraestrutura ainda precária, porém em constante transformação. Poucos investimentos externos foram direcionados para a infraestrutura dos países africanos até o ano 2000. A partir daí, a China começa a investir pesadamente em países que negociem parcerias de exploração em recursos naturais e minérios, setores essenciais e estratégicos. Durante o regime do apartheid, a África do Sul desenvolveu uma infraestrutura comparável a dos países europeus em alguns setores (como transportes e comunicação), propiciando o desenvolvimento do seu parque industrial e trazendo inúmeros benefícios não só à sua população, mas também ao turista que visita o país. 

Especialmente nas cidades grandes, a criminalidade é uma realidade, bem como na maioria das metrópoles mundiais. Como alguns países africanos dependem muito das receitas provenientes do turismo, campanhas eficazes de proteção e respeito ao turista trouxeram resultados notáveis. Mesmo nas grandes cidades, com precaução, informação e bom senso, pode-se viajar de forma extremamente tranquila e segura. Nas áreas rurais e cidades menores, em geral a segurança é elevada e a população receptiva. Johannesburg e Nairobi, sempre citadas como cidades violentas, são mais seguras que metrópoles brasileiras, mas não recomendamos visitas independentes em sua região central. Com a devida precaução e cuidados pontuais, é possível evitar os riscos sem maiores dificuldades.

A saúde pública dos países africanos também apresenta muitos contrastes regionais, mas a AIDS e a malária são os dois problemas mais graves e com solução ainda distante. A AIDS infelizmente ainda apresenta um grau alarmante em quase todos os países da África subsaariana, mas as campanhas de conscientização da população começam finalmente a surtir algum efeito. A malária é endêmica em certas regiões e pouco se consegue avançar para evitar a alta mortalidade devido à doença, especialmente em populações jovens de baixa renda e afastadas dos grandes centros. A desnutrição também é um problema recorrente, porém mais frequente nas nações da África Central sem vocação para o turismo, e em situações de cataclismas ou conflitos militares e civis. Deve-se atentar para os surtos esporádicos de ebola e observar que, com exceção da malária, todos estes graves problemas são normalmente distantes do universo dos turistas. 

Voos e milhas

A South African Airways foi fundada em 1934 e desde então é a pioneira em transportes aéreos na África. Considerada a melhor companhia aérea do continente, faz parte da aliança global Star Alliance e possui voos para América do Sul, Estados Unidos, Europa, Ásia e Oceania, além de uma extensa rede de conexões para o continente africano. No plano doméstico, atende as principais cidades sul-africanas e também opera em parceria com suas subsidiárias Mango, South African Express e Airlink. Para maiores informações favor visitar www.flysaa.com

A ligação aérea entre Brasil e África do Sul é feita atualmente através da rota São Paulo - Johannesburg. Este voo possui uma duração média de 8 horas e 30 minutos, aproximadamente a mesma duração de um voo São Paulo - Miami. Deve-se observar que devido aos fortes ventos do Atlântico Sul, o mesmo voo possui duração média de 9 horas e 30 minutos na direção oposta (Johannesburg - São Paulo).

Sim, a South African Airways oferece aos seus passageiros o plano de milhagem Voyager, que também faz parte do Star Aliance. Isso significa que, ao voar com a SAA, pode-se creditar milhas tanto para o Voyager quanto para os planos das cias. participantes do Star Alliance, como o Mileage Plus da United Airlines ou o Miles & More da Lufthansa, por exemplo. Para se cadastrar no Voyager ou conhecer o regulamento completo, favor visitar www.flysaa.com. Observe que, para poder receber os créditos das milhas de uma viagem, o plano de milhagem deve ter sido aberto antes da data dos voos.

Sim, é possível, mas para isso é necessário possuir o plano de milhas da própria SAA (Voyager), ou de alguma cia. aérea participante do Star Aliance, como TAP, Turkish, United ou Lufthansa. Para informações gerais sobre emissão de passagens com milhas (quantidade de milhas necessárias e disponibilidades de trechos e datas), deve-se entrar em contato diretamente com a cia. aérea proprietária do seu plano de milhas. Para informações sobre o Voyager, favor visitar www.flysaa.com. Para informações sobre as cias. participantes do Star Alliance, favor visitar www.staralliance.com. No caso de possuir as milhas/pontos em algum cartão de crédito ou plano de recompensas, pode-se transferi-los para o plano de milhas da cia. aérea emissora, mas antes de fazer isso, verifique as disponibilidades nas datas que pretende viajar e o nível de pontuação. Antes de fazer a emissão, verifique com nossos consultores se o itinerário aéreo está adequado ao seu roteiro terrestre. 

A ACT vende passagens aéreas desvinculadas de pacotes, exclusivamente para os destinos que operamos ou para viagens corporativas.

Transporte e locação de automóvel

Há apenas dois sistemas de transporte público urbano recomendáveis, ambos na África do Sul: o sistema Gautrain, trens de superfície conectando o Aeroporto Internacional de Johannesburg com as áreas metropolitanas de Johannesburg e Pretoria, e o sistema MyCiTi, excelente opção para transporte em Cape Town, incluindo o aeroporto.

Excelentes. As principais estão entre as melhores do mundo. As secundárias também são muito boas, não podem ser comparadas nem de longe com as estradas brasileiras: asfalto de qualidade, ótima sinalização e marcações, traçado impecável.

As estradas são seguras e muito bem sinalizadas. Há excelentes postos de serviço, equipados com lojas de conveniência e lanchonetes (alguns não aceitam cartão de crédito para pagamento de combustível). A única dificuldade é a mão é inglesa (direita). Para quem se comunica em inglês, gosta de viajar de carro, possui um pouco de habilidade na direção, capacidade de adaptação e alguma experiência em viagens, alugar um automóvel é disparado a melhor forma de viajar na África do Sul.

Embora as estradas principais desde Cape Agulhas (extremo sul da África) até Alexandria (norte do Egito) atualmente sejam bem melhores do que se pode imaginar e permitam atravessar todo o continente africano em condições de segurança muito superiores do que em um passado recente, o self-drive tradicional só é possível em alguns poucos destinos. Além da África do Sul, onde recomendamos veementemente a opção do automóvel para quem se encaixa no perfil, oferecemos opções de self-drive regulares em três outros países: Namíbia, que possui ótimas estradas, mas só recomendável a motoristas experientes; Tanzânia, em nossos roteiros especiais de expedições guiadas em Land Rovers 4x4; e Reunião, destino insular propício para exploração com automóvel. Mauritius e Seychelles não possuem contraindicações para locação de auto, mas só se aplica a quem deseja desbravar as ilhas. Para um perfil de aventura, é possível alugar 4x4 equipados para roteiros em Botswana, Zâmbia, Zimbabwe, Moçambique, Malawi, Quênia, Tanzânia, Uganda e Madagascar. 

Bagagem, documentos, vistos e vacinas

A regra para qualquer viagem é sempre levar o mínimo de bagagem possível, mas com o que for essencial para o seu conforto. É uma equação difícil, mas sempre a tendência é levar (muito) mais bagagem que o necessário. Seja econômico na hora de empacotar, coerente com o clima do destino na época da viagem e lembre-se que viagens na África, mesmo as que envolvem luxo e sofisticação, têm muito a ver com conforto e bem-estar. A maioria esmagadora das pessoas não vai prestar atenção na forma como você está vestido, exceto em viagens de alto luxo que possuem um padrão específico. Evite roupas chamativas e de cores fortes no safári. Prefira roupas mais simples e discretas se visitar regiões mais pobres ou rurais. Lembre-se que as regiões meridionais da África são frias no inverno, e mesmo no verão as noites podem esfriar bastante.

Para voos internacionais da South African Airways (SAA), com origem no Brasil e em classe econômica, o limite de bagagem despachada é de dois volumes, cada um podendo conter até 32 kilos e soma das dimensões (altura, largura e profundidade) de até 158 cm. Não é permitido, por exemplo, uma mala com 40 kilos e outra com 24 kilos (a de 40 vai pagar excesso). Volumes extras ou fora da dimensão padrão (como pranchas de surf, esquis e varas de pesca) também pagam excesso e o valor cobrado varia de acordo com as dimensões, peso, país de origem e destino. Em conexões imediatas SAA, vale a mesma franquia dos voos internacionais. Nos voos domésticos SAA na África do Sul e regionais na África, emitidos em conjunto com os voos internacionais, o limite de bagagem é de dois volumes, cada um podendo conter até 23 kilos e soma das dimensões (altura, largura e profundidade) de até 158 cm. É permitido um volume de mão por passageiro, com máximo de 8 kgs e dimensões de 56 x 36 x 23 cm (altura x largura x profundidade), padrão mochila ou maleta de mão, mais um volume pequeno como bolsa ou pasta de laptop. Voos com origem fora do Brasil, de outras companhias e transfers aereos entre reservas de safári possuem regras específicas, favor nos consultar. 

Isso depende demais de cada indivíduo, do destino e da época do ano, mas alguns itens costumam ser muito úteis na África em qualquer situação: equipamento fotográfico com baterias sobressalentes, adaptador internacional de tomadas, binóculos, wind-break (agasalho corta-vento), óculos de sol, filtro solar, repelente de insetos, medicamentos em geral, artigos de higiene, educação, bom senso e bom humor. A maioria destes itens pode ser facilmente comprada na África do Sul, mas não em outros países. Medicamentos preventivos e de uso regular devem ser sempre levados do país de origem.

Naturalmente isso é uma preferência pessoal de cada um, mas o ideal são malas com rodinhas resistentes, de dimensões práticas (que caibam no porta-malas de um carro normal) e com cadeado. As mochilas são indicadas para viagens de aventura ou esportivas, que tenham muitos deslocamentos em terreno irregular, e no caso dos transfers aéreos em pequenas aeronaves que exijam "soft bags" (bagagem flexível, não-rígida). Em qualquer caso, recomendamos a utilização de proteção plástica de bagagem (protect-bag, luggage-wraping) disponível nos grandes aeroportos brasileiros e sul-africanos, antes do embarque para os voos internacionais.

Para cidadãos brasileiros, a regra básica é a seguinte: passaporte válido por um mínimo de 6 meses, com pelo menos uma página em branco para cada país visitado, e o certificado internacional de vacinação contra febre amarela. Dependendo dos países visitados, há necessidade de visto, alguns podem ser obtidos no desembarque já no destino, outros devem ser providenciados no país de origem. Se a viagem tiver locação de automóvel, a CNH brasileira também é necessária e em alguns casos a PID (antiga carteira internacional, atual permissão internacional para dirigir). Menores de idade viajando desacompanhados (ou com apenas um dos genitores) devem portar autorização específica dos pais (favor consultar requisitos da autorização e documentos anexos). Menores de idade viajando com os pais ou desacompanhados para a África do Sul devem portar certidão de nascimento (original ou cópia autenticada).

Há projetos em andamento para criar uma zona de imigração comum para todos os países do sul da África, mas isso ainda não entrou em vigor. No momento, os únicos países que não exigem visto dos brasileiros, para permanências de até 30 ou 90 dias são: África do Sul, Namíbia, Botswana, Suazilândia, Mauritius, Reunião, Seychelles e Maldivas. Outros países, como Uganda, Zâmbia, Zimbábue e Madagascar permitem obter o visto no desembarque, mas apenas em determinadas fronteiras e aeroportos. Na maioria destes casos é recomendável providenciar os vistos com antecedência. Para os países não citados, é obrigatório providenciar os vistos com antecedência. Alguns países como Quênia, Tanzânia, Rwanda e Uganda permitem obtenção de e-visa pela internet e há vistos unificados disponíveis para alguns países (East Africa visa para Quênia, Uganda e Rwanda). Como as regras mudam com frequência, sempre nos consulte ao planejar a sua viagem.

A única vacina obrigatória é a de febre amarela, que deve ser tomada com um mínimo de 10 dias de antecedência do embarque e é válida por toda a vida. No Brasil a vacina é gratuita e oferecida na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Na unidade de vacinação da rede municipal e estadual, o viajante receberá o Cartão Nacional de Vacina, válido apenas no Brasil. Para realizar a troca do Cartão Nacional de Vacinação pelo Cartão Internacional (CIVP), o viajante deverá procurar os Centros de Orientação ao Viajante. Os postos da Anvisa nos portos e aeroportos não aplicam mais a vacina, apenas efetuam a troca dos cartões nacional pelo internacional. Para quem reside em São Paulo, uma opção é procurar diretamente o Ambulatório dos Viajantes no Hospital das Clínicas ou no Emílio Ribas, que aplicam a vacina e emitem diretamente o certificado internacional. Algumas clínicas particulares (e não gratuitas), como o CEDIPI, também emitem o certificado internacional.
Para maiores informações, postos de vacinação e troca do certificado na sua cidade: Anvisa
Dependendo do destino, outras precauções devem ser tomadas, mas na maioria dos países turísticos da África o único risco maior é a malária, e apenas em algumas regiões específicas. Nossos clientes recebem recomendação especial sobre profilaxia e riscos caso seu destino seja uma área de malária.

A maioria das regiões turísticas da África do Sul possui risco zero de malária. Nos outros países, o risco depende da região, tempo de permanência e da época do ano (quanto mais quente e chuvoso, maior o risco). Merecem particular atenção Moçambique e Uganda. Em menor escala, Madagascar, Malawi e Zâmbia. Na região dos parques, Quênia e Tanzânia apresentam risco baixo, um pouco maior na zona litorânea. Os profiláticos possuem sérios efeitos colaterais e não eliminam totalmente o risco de contrair a doença. Por isso, antes de tomar a decisão de tomar ou não um profilático, consulte-nos sobre o risco na região viajada e em seguida consulte seu médico de confiança ou o serviço de informações de saúde dos viajantes da SUCEN (www.sucen.sp.gov.br). Após contraída, se não for tratada, a malária é uma doença fatal. Se for corretamente prevenida ou diagnosticada e tratada em tempo, não apresenta maiores riscos para a saúde.

Dinheiro e gorjetas

A resposta varia de acordo com cada indivíduo, o destino e o tipo de pacote adquirido. Lodges de safári e alguns resorts nas ilhas incluem pensão completa, reduzindo os gastos extras. De forma geral, US$ 50 a 100 por pessoa por dia de viagem é uma boa referência. É possível gastar menos e obviamente muito mais, mas para despesas cotidianas gerais, sem incluir passeios e atividades opcionais, normalmente é uma estimativa adequada.

Em viagens para a África do Sul, compre sempre dólares norte-americanos ou euros. Em outras localidades da África, o dólar é a melhor opção. Sempre é necessária uma nova troca pela moeda local no país de destino, a única moeda africana que pode ser comprada já no Brasil é o rand sul-africano. Mas é um conforto ainda caro, pois as cotações do rand no Brasil não costumam ser favoráveis.

Traveller checks são mais seguros que portar dinheiro em espécie (cash), mas na maioria dos países da África são muito difíceis de trocar e cairam em desuso. Não é o caso da África do Sul, onde os principais bancos ainda trocam traveller checks e cartões de crédito ou débito são aceitos na maioria dos estabelecimentos (exceto alguns postos de gasolina). Nos demais países, cartões são bem aceitos apenas nos estabelecimentos turísticos. Evite utilizar moeda estrangeira em qualquer transação cotidiana, você sempre sairá perdendo e em alguns países é ilegal. Faça sempre as trocas de moeda em instituições credenciadas e guarde o seu comprovante da transação até o final da viagem. Com o IOF em vigor no Brasil, a opção pela moeda estrangeira em espécie acaba prevalecendo: ao comprar travellers ou carregar uma quantia no cartão de débito, incide IOF de 6,38% e aplica-se a taxa de câmbio do momento que se faz a compra da moeda. Embora seja a opção mais prática, o cartão de crédito também possui IOF de 6,38% e o câmbio será fechado na data de pagamento da fatura, de acordo com as taxas da administradora, o que certamente não é desejável em um cenário de instabilidade cambial. Para compras em espécie, o IOF é de "apenas" 1,1%, mas não é a opção mais prática e nem a mais segura..

Guias em serviços pré-contratados ou pré-pagos devem ser gratificados se oferecerem um bom serviço. O valor sempre fica a critério do cliente, mas no caso de guias de safári na África do Sul, Quênia ou Tanzânia recomendamos algo como US$ 10 a 15 por pessoa por dia completo de serviço. Casais ou grupos maiores, o valor por pessoa pode ser proporcionalmente menor. Em serviços não previamente contratados, é importante estabelecer com o guia um valor antes do serviço ser prestado.
Em restaurantes a regra é gratificar um bom serviço com um mínimo de 10% do valor da conta. Em alguns restaurantes o serviço já vem incluso na conta, em outros não, mas sempre é esperado que seja pago (muitos garçons não recebem salário, apenas a gorjeta).
Carregadores de bagagem em aeroportos (utilize apenas os uniformizados e autorizados, mas prefira utilizar os carrinhos de bagagem quando disponíveis) e hotéis devem ser gratificados na média de US$ 1 a 2 por mala.
Guardadores de carro, em especial na África do Sul, realmente cuidam do seu carro e devem receber US$ 1 no retorno.
Prefira sempre gratificar na moeda local e combine os valores antes do serviço ser prestado, sempre que for possível. Valores apenas referenciais.

O VAT (value added tax, ou imposto sobre o valor agregado) incide sobre todos os produtos na África do Sul, com alíquota de 15%. Os produtos que não são consumidos podem ter o VAT reembolsado aos turistas estrangeiros na saída do país (alimentos, combustível ou serviços, por exemplo, não são passíveis de reembolso). Para isso é necessário juntar todas as notas fiscais dos produtos (tax invoices), o passaporte e um printer do E-TKT (que mostre a data de saída da África do Sul), e dirigir-se ao "tax refund office" antes do check-in, em Cape Town ou Johannesburg. Será feita inspeção aleatória dos produtos (mantenha os produtos mais valiosos na bagagem de mão ou com fácil acesso). Aprovada a inspeção, o reembolso será feito através de um cartão de débito. O reembolso médio acaba ficando na faixa de 10% do valor total dos produtos, após os descontos. Para maiores informações favor visitar www.taxrefunds.co.za

Safári

O safári praticado em qualquer roteiro da ACT é fotográfico (ou seja, não é safári de caça) e possui como objetivo principal a contemplação da natureza. Outros objetivos específicos podem existir para cada indivíduo, como observar uma determinada espécie, completar os Big 5 (leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte) ou acompanhar um fenômeno migratório. Os safáris guiados normalmente duram cerca de 3 horas e ocorrem de manhã cedo, no final da tarde e início da noite (safári noturno), com características peculiares de acordo com a localização, parque, sazonalidade etc. 

O safári é uma atividade que tende a aumentar o valor do roteiro devido aos custos elevados na conservação dos parques, reservas e lodges em regiões remotas, entre outros fatores. No caso das reservas privadas e lodges, o alto nível dos serviços de hotelaria e gastronomia também contribui para elevar os preços, bem como taxas de conservação e impostos governamentais. A forma mais em conta de se fazer um safári de qualidade é visitando em self-drive um parque nacional na África do Sul (como o Kruger National Park). Mas só é indicado para quem possui tempo disponível e experiência prévia em safári.

Uma reserva privada é uma área cercada de propriedade privada, com animais selvagens vivendo livremente em seus domínios, e possui estrutura de hospedagem e gastronomia para receber turistas de todo o planeta. Normalmente esta estrutura é luxuosa, porém em harmonia com a natureza, os preços são elevados e as atividades de safári e refeições estão inclusas na diária.
Um parque nacional é uma área de propriedade governamental (normalmente maior em extensão que as reservas privadas), com fauna e flora sob proteção, e também possui estrutura de visitação, na maioria dos casos oferecendo acomodação e alimentação. Menos sofisticados que as reservas privadas, mas normalmente com excelente estrutura e qualidade de safári, em regra possuem preços mais em conta. As atividades de safári e refeições não estão inclusos na diária, e para visitar o parque é necessário estar com um automóvel alugado (viagem independente) ou dentro de uma viagem guiada.

Para uma primeira experiência de safári, a reserva privada certamente é a melhor opção, pois maximiza o tempo disponível e oferece safáris guiados por especialistas (rangers), o que aumenta as chances de encontrar os animais, educa e informa sobre a vida selvagem. Além disso, oferecem todo o conforto e assistência para que se possa extrair o máximo da experiência. Para quem possui grande interesse no safári e mais tempo disponível, recomendamos a combinação das duas opções, o que é oferecido em alguns dos nossos roteiros Journeys na África do Sul. Para iniciados em safári e amantes da natureza, os parques nacionais também são uma ótima opção, com custo mais baixo e menor sofisticação.

Há diversas regiões de safári na África do Sul. Em algumas delas os animais são nativos e em outras, os animais foram introduzidos para fins turísticos e ecológicos, com ótimos resultados. A região mais completa e versátil é a do Kruger, por ser a área que concentra mais espécies, com maior densidade de animais, e com as melhores condições climáticas e geográficas. Outros parques e regiões, como o Kalahari, KwaZulu-Natal e Eastern Cape, são recomendados para interesses específicos, mas para um primeiro safári a região do Kruger é imbatível. Pilanesberg (próximo ao complexo de Sun City) e Madikwe são opções para quem possui pouco tempo disponível ou viaja com crianças. As reservas próximas a Cape Town e na Garden Route são desaconselháveis, pois do ponto de vista ecológico, são meros zoológicos disfarçados de reservas.

O clima nesta faixa litorânea (Western Cape) é mediterrâneo, e a maior parte dos animais de safári não se adaptam bem. Não são nativos da região e vêm sendo introduzidos nestas reservas para aproveitar o fluxo de turistas na região de Cape Town e Garden Route. Em resumo, são zoológicos disfarçados de reservas de safári. Há exceções nas regiões semi-desérticas do Karoo e Klein Karoo, mas as condições são diversas das encontradas na savana típica e não recomendáveis ao grande público de safári, por apresentarem baixa densidade de animais.

Mesmo na África do Sul, as regiões de safári apresentam diferenças significativas. A resposta abaixo é generalista e para fins turísticos somente.
A África do Sul possui alguns dos melhores parques nacionais e reservas privadas do continente. O acesso é mais fácil e prático devido à proximidade ao aeroporto de entrada (Johannesburg). O contato com a natureza é pleno e a savana mais fechada que em outros países. Podemos afirmar que é o melhor custo x benefício em safári, especialmente para quem é iniciante. Além do Kruger, são regiões tradicionais de safári o Kalahari e certas áreas das províncias de Kwazulu-Natal (em especial o Hluhluwe-Imfolozi Park) e Eastern Cape.
Quênia e Tanzânia são destinos clássicos de safári e muitos consideram o leste africano como o melhor destino de safári do mundo. As savanas são mais abertas, há abundantes fenômenos migratórios e a natureza é exuberante. O acesso é mais demorado e complexo, a logística mais complicada e as reservas fenomenais, porém caras. Fortemente recomendado para quem não possui restrições de orçamento e já é iniciado em safári, ou deseja fazer uma viagem focada no tema. São parques de renome internacional: Masai Mara, Samburu, Amboseli, Tarangire, Lake Manyara, Serengeti, Ngorongoro, entre outros.
Botswana é um destino clássico de safári, muito procurado devido ao delta do Okavango, e permite inusitados safáris em barcos de madeira. As reservas são sofisticadas, caras e adequadas para extensões de roteiros na África do Sul. Também estão em Botswana as reservas do Chobe e parte do Kalahari.
A Namíbia possui um ótimo parque nacional de safári, o Etosha, que é recomendável para quem visita o país em roteiros self-drive.
South Luangwa, na Zâmbia, é um dos melhores e mais remotos parques do continente, perfeito para quem deseja uma experiência de vida selvagem fora do eixo tradicional.
Uganda e Rwanda são destinos famosos para rastreamento de gorilas e chimpanzés. Também há regiões de safári de boa qualidade, com menos estrutura, na Swazilândia, Malawi e Zimbábue. Há projetos de reintrodução de animais nos parques de Moçambique, devastados pela guerra civil.

Considerando custo, limitação de tempo, praticidade e qualidade, sem dúvida a África do Sul. Se o objetivo principal da viagem for o safári, e o custo não for uma limitação, então Quênia e Tanzânia devem ser considerados.

A África do Sul, devido à melhor estrutura das reservas, acesso conveniente, maior experiência com crianças, baixíssimo ou zero risco de malária e segurança para toda a família. A Tanzânia também é ótima opção, mais recomendável a partir dos 8 anos: o tempo dedicado ao safári é maior e os deslocamentos mais longos.

Todas as reservas privadas incluem dois safáris diários (com duração média de três horas e orientação de rangers e/ou trackers, sempre em inglês) e três refeições (café, almoço e jantar). O horário de check-in sempre é após às 12 horas (os voos para as reservas sempre chegam próximos a esse horário). Após o check-in é servido o almoço e são apresentadas as instalações e informações gerais sobre a reserva e a estada. O primeiro safári começa no final de tarde, entre 16-17 horas (depende da época do ano), e após o entardecer começa a experiência diversa do safári noturno. O jantar normalmente é servido em uma boma à moda sul-africana, logo após o safári. No dia seguinte, o safári matinal começa bem cedo (entre 5 e 6 horas), horário em que os animais estão mais ativos. Antes do safári há um breve desjejum, mas o café da manhã é servido após o final do safári. Algumas reservas oferecem walk safaris e passeios opcionais. No dia do check-out, os quartos devem ser desocupados até às 10 horas.

Os parques nacionais de safári (como Kruger, Kalahari, Addo) possuem portões (gates) que se abrem entre 5 e 6 da manhã, de acordo com a época do ano. Na entrada deve ser paga a taxa de conservação (conservation fee), cerca de US$ 20 por pessoa por dia. É uma taxa de entrada e mesmo quem não vai pernoitar no parque deve pagá-la. Nossos pacotes não incluem a taxa de conservação, apenas a acomodação e pernoite dentro do parque. Após a entrada, pode-se trafegar livremente pelo parque, respeitadas as normas e regulamentos, até às 5 ou 6 horas da tarde, horário de fechamento dos portões. Após este horário, deve-se estar dentro do rest-camp (quem vai pernoitar dentro do parque e possui uma reserva confirmada), ou fora do parque. Durante todo o dia também estão disponíveis atividades opcionais, como caminhadas, churrascos na savana (braai) e safáris guiados pelos rangers do Kruger, em veículos abertos. Após o fechamento dos portões, não se pode mais trafegar com os veículos particulares, mas os night safaris continuam disponíveis, com os rangers do Kruger. Em cada rest-camp há lanchonetes, restaurantes, supermercados e centros de informações.

Esportes radicais e mergulho

Praticamente todos: bungee jump (o maior do mundo de uma ponte), rapel, escalada, rafting, sky-dive, shark-dive, mountain bike, sandboard, kloofing e muito mais. A África do Sul é um dos grandes centros mundiais de esportes radicais e atividades ao ar livre.

A segurança na prática de esportes radicais está relacionada à qualidade do equipamento, ao profissionalismo e competência dos guias e instrutores. A África do Sul é referência internacional neste mercado e as empresas necessitam de autorização especial do governo para poder atuar neste ramo. Qualquer atividade que seja indicada pela ACT está dentro dos mais rigorosos padrões de segurança internacionais.

Após muito debate e controvérsia sobre o tema, e apesar do compromisso e responsabilidade ecológica das melhores operadoras do mergulho, temos a seguinte situação objetiva: se iscas não são utilizadas para atrair os tubarões, a probabilidade de encontrá-los é pequena. Com a utilização das iscas (carne, sangue e ultra-som) e a associação destas iscas aos seres-humanos (que ficam protegidos dentro de gaiolas), está havendo uma mudança no comportamento dos tubarões cujas consequências ainda são incertas, mas irreversíveis. Não foi cientificamente provado, até o momento, que a atividade está diretamente relacionada ao aumento de ataques de tubarões na região, mas pesquisas da UCT (University of Cape Town) comprovaram os danos ao ecossistema e aos próprios tubarões. Por isso, respeitamos quem opta por fazer o mergulho, mas não apoiamos ou encorajamos a atividade. Devemos lembrar também da possibilidade de frustração, pois é uma atividade que depende de fatores naturais imprevisíveis. Por vezes os tubarões não aparecem, apenas as condições hostis do oceano. Para quem possui uma estada curta na região de Cape Town, perder um dia com o shark-dive e não ter sucesso pode ser extremamente frustrante. 

Devido às condições hostis do oceano, a costa sul-africana não é um destino tradicional para mergulhadores novatos. Sodwana Bay é um point famoso entre mergulhadores experientes, em busca do emblemático e pré-histórico celacanto. De maio a julho, também ocorre a famosa migração das sardinhas na costa de Eastern Cape e KwaZulu-Natal, atraindo mergulhadores de todo o mundo. As águas geladas de Cape Town protegem as florestas de kelps (algas) e oferecem diferentes ecossistemas marinhos, devido ao encontro de correntes distintas. Para quem prefere águas mais quentes, recomendamos os destinos tradicionais de mergulho na região: Mauritius, Reunião, Seychelles, Zanzibar, Madagascar, Maldivas e Moçambique, que atendem perfeitamente mergulhadores de todos os níveis. Para quem busca um destino de mergulho inusitado e com características peculiares, o belo lago Malawi é uma opção a ser considerada.

Crianças

A África, em especial a África do Sul, é um destino fascinante para crianças, recomendável a partir dos 4 anos. Além de aguçar os sentidos, educar sobre a natureza e permitir novas descobertas, é uma viagem segura, confortável e que agrada a toda a família. Para outros destinos, recomendamos a partir dos 8 anos, sempre com o cuidado de evitar regiões com alta incidência de malária.

Recomendamos evitar regiões de malária, grandes deslocamentos terrestres ou regiões remotas e distantes dos maiores centros turísticos. Algumas reservas privadas de safári e hotéis de luxo não aceitam crianças, e algumas reservas restringem o acesso de crianças às atividades de safári.

Algumas das reservas mais sofisticadas e exclusivas possuem restrições para crianças e não são as melhores indicações no caso de viagens familiares. Por outro lado, também há reservas que são especializadas em famílias com crianças de diferentes faixas etárias, oferecendo atividades educacionais especiais e recreação infantil, sempre ligadas à temática do safári. O ambiente é familiar e seguro, permitindo que todos aproveitem a experiência da melhor forma. Estas reservas podem ser encontradas no Kruger, em Eastern Cape e Pilanesberg, e a escolha da região de safári estará relacionada diretamente à opção de roteiro e objetivos da família. Para quem deseja fazer a Garden Route, escolher uma reserva em Eastern Cape faz todo o sentido, da mesma forma que quem deseja visitar Sun City terá uma enorme vantagem optando por uma reserva em Pilanesberg.

A interação humana com animais selvagens, especialmente com filhotes, sempre foi uma realidade em alguns parques e reservas de safári, especialmente na África do Sul. Todos gostam de brincar ou tirar fotos com um filhote de leão ou elefante, por exemplo. Quem oferece a experiência normalmente utiliza o argumento que são animais órfãos ou que foram retirados da natureza por alguma razão específica, e naturalmente existem situações diferentes, que variam desde estabelecimentos com interesses puramente comerciais até centros (sérios) de reabilitação de animais adultos e filhotes. Entretanto, é consenso entre os especialistas de diversas áreas (biólogos, psicólogos, ecologistas e profissionais do turismo sustentável) que a interação gera uma série de efeitos indesejáveis. Primeiramente para os animais, uma vez que o simples contato com humanos decreta a irreversibilidade de retorno à vida selvagem, e também pode gerar uma série de doenças para ambos os lados. Para as crianças, entender um animal selvagem como um bichinho de pelúcia, um personagem de animação ou um animal de estimação vai contra todas as diretrizes dos educadores e especialistas em natureza e vida selvagem. E também existe a questão da segurança: mesmo filhotes são animais selvagens e com comportamento imprevisível, podendo levar a diversas situações de risco, ainda que não intencionais. Atualmente, existe uma forte tendência na África do Sul de se restringir, inclusive através de leis, qualquer tipo de interação humana com animais selvagens. Em 2015, a morte de uma turista americana, atacada no Lion Park (parque de interação próximo a Pretoria) por uma leoa, reabriu com força as discussões a respeito do tema. Embora a ACT respeite a decisão de clientes que queiram incluir atividades de interação em seus roteiros, nossa posição contrária é explícita e entendemos que nada tem a ver com o conceito de safári.

Seguro de viagem

Seguro de viagem é um plano de assistência no exterior que inclui uma cobertura contratual referente a uma série de serviços indispensáveis no caso de emergência, tais como: assistência médico-hospitalar, odontológica, farmacêutica, jurídica, extravio de bagagem, repatriação e muitos outros, de acordo com as condições de cada plano. Este seguro também pode incluir cobertura para cancelamento da viagem, o que é extremamente recomendável.

Todos os produtos comercializados pela ACT com origem no território brasileiro incluem um seguro viagem da seguradora internacional April, com cobertura abrangente e assistência 24 horas por dia, sete dias por semana, através de uma central de atendimento em português. É possível adquirir outros seguros com coberturas e limites maiores mediante suplemento. Por favor consulte-nos sobre as coberturas e limites antes de adquirir o seu pacote.

Sim, é possível mas totalmente desaconselhável, mesmo em viagens curtas, considerando que o valor do seguro é ínfimo comparado com o valor total da viagem e eventuais despesas médicas em caso de necessidade. A rede médica hospitalar internacional e particular nas principais cidades do sul da África é boa, e também muito cara. Mesmo tendo coberturas de cartões de crédito e afins, que são apenas seguros via reembolso, a seguradora April oferece assistência abrangente, que além de orientar e coordenar o atendimento, efetua o pagamento direto das despesas (não se trata de reembolso, apenas nos casos emergenciais de atendimento direto ao segurado). Em qualquer situação, só viaje sem um seguro confiável na hipótese do seu seguro saúde brasileiro ser válido no exterior. Em casos de opção pela não contratação do seguro, um termo de responsabilidade específico deve ser anexado ao contrato (condições gerais).

Turismo Sustentável e Conservacionismo

Turismo sustentável é aquele que atende, simultaneamente, às necessidades dos turistas e das regiões receptoras, ao mesmo tempo em que protege e amplia as oportunidades para o futuro. É um condutor ao gerenciamento de todos os recursos, de tal forma que as necessidades econômicas, sociais e ambientais possam ser satisfeitas sem desprezar a manutenção da integridade cultural, dos processos ecológicos essenciais, da diversidade biológica e dos sistemas que garantem a vida.

O planejamento e prática do turismo sustentável é a mais eficaz forma de evitar a ocorrência de danos irreversíveis aos meios turísticos, de minimizar os custos sociais, econômicos e ambientais que afetam os moradores das localidades, e de otimizar os benefícios do desenvolvimento turístico.

Todas as viagens da ACT observam rigorosamente os princípios de sustentabilidade turística, trazendo inúmeros benefícios tanto aos nossos clientes quanto aos destinos turísticos em que operamos, através das seguintes medidas (entre outras):

  • privilegiando fornecedores que adotam rígidos princípios de sustentabilidade;
  • renunciando ao turismo de massa e fornecedores descompromissados com o meio-ambiente;
  • informando e orientando corretamente os nossos clientes;
  • disseminando os princípios de sustentabilidade no mercado de turismo, com o público em geral e no meio acadêmico;
  • incentivando destinos turísticos com vocação conservacionista;
  • eliminando material gráfico e propaganda desnecessária.

O diretor da ACT, Adriano Lucchesi, é autor da dissertação de mestrado “Exploração Turística e Sustentabilidade: as Reservas de Safári na África do Sul”, defendida e aprovada na ECA-USP. Além de reposicionar a conceituação de sustentabilidade turística, a dissertação analisa de forma inédita a interação entre os parques nacionais e as reservas privadas de safári na África do Sul, formando um modelo peculiar de exploração turística sustentável. A pesquisa para a dissertação foi feita ao longo de 10 anos de viagens na África do Sul (1996 - 2005).

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