África do Sul

Apresentação

Apesar das cicatrizes do passado e dos desafios do futuro, a África do Sul é a nação mais desenvolvida do continente africano. Embalada pelo otimismo pós-apartheid que tomou conta do país nos últimos anos, a África do Sul iniciou uma nova fase, revelando uma sociedade enérgica e corajosa, o que também colaborou para que os viajantes estrangeiros voltassem a se animar com as oportunidades turísticas de um país que, durante a maior parte do século, foi visto como "proibido". A violência política e o racismo institucionalizado são coisas do passado, e há um desejo compartilhado pela maioria das pessoas de reconstruir e preservar esta grande nação.

Ainda levará algum tempo para que a herança dos anos de apartheid não seja mais sentida. Apesar da liberdade reconquistada, o acesso universal dos negros ao poder econômico ainda é restrito, mas a estrutura política parece ser forte o bastante para manter unidas diferentes etnias, línguas e religiões.

Para aqueles que nunca viajaram para o continente africano, a África do Sul é uma ótima opção para o primeiro contato. As facilidades públicas, infra-estrutura e os serviços são muito bons, o clima é acolhedor e a natureza singular, com toda a estrutura e segurança de uma bem preparada e segmentada indústria de turismo.

A África do Sul, portanto, é o destino ideal para quem quer conhecer a África de um modo menos artificial, para viajantes que têm consciência de que conhecerão realidades diferentes, mas sabem também que estarão tendo uma oportunidade única de conhecer um dos mais belos países do mundo, o incrível povo sul-africano, suas raízes e sua luta por um futuro digno.


Dados Gerais

Nome oficial: República da África do Sul (Republic of South Africa / Republiek van Suid-Afrika)

Capitais: Cape Town: legislativa; Pretoria: executiva; Bloemfontein: judiciária

População: 51,77 milhões de habitantes (2011), sendo aproximadamente 79% negros, 9% mestiços, 9% brancos, 2,5% indianos e asiáticos e 0,5% outras etnias

Área: 1.223.201 km2

Idioma: A África do Sul possui 11 idiomas oficiais: Africâner, Inglês, isiNdebele, isiXhosa, isiZulu, Sepedi, Sesotho, Setswana, siSwati, Tshivenda e Xitsonga.

O inglês é o idioma administrativo e, junto com o africâner, são os mais falados nas grandes cidades. O xhosa e o zulu também são amplamente utilizados. Essa grande quantidade de línguas oficiais e tribais reflete um pouco da diversidade étnica do país.

De modo geral, formulários, material de propaganda e os quadros de horário na África do Sul são escritos em inglês e em africâner. As placas e sinais de trânsito alternam entre o uso de um e outro idioma.

Existem projetos de reafirmação da cultura negra, que estimulam o aprendizado das línguas tribais e têm como objetivo evitar o desaparecimento das mesmas. Atualmente, as combinações entre os dialetos originais têm sido usadas com freqüência, especialmente nas chamadas townships, e alguns estudiosos prevêem a gradual extinção das línguas puras na África do Sul.

O turista que domine o inglês básico não terá problemas para se comunicar na África do Sul, exceto nas regiões mais rurais e isoladas.

Religião: A maioria da população (cerca de 66,4%) é cristã, mas há uma enorme diversidade de crenças incluída nesta mesma denominação. Desde as Igrejas Indígenas Africanas até os segmentos de tradição racista provenientes das Igrejas Reformistas da Holanda, as diferenças são gritantes. A maior igreja do país é a Zionista Cristã, cujos membros podem ser reconhecidos por usarem uma estrela de prata sobre um fundo verde.

As chamadas Igrejas Indígenas são gerenciadas por e para negros, e seguem a linha etíope ou zionista. Uma minoria da população negra segue religiões tribais tradicionais, o que geralmente inclui a adoração a uma deidade masculina única e a assimilação de rituais de magia combinados a práticas cristãs.

As Igrejas Reformistas, depois de anos de apoio ao regime de apartheid, finalmente concordaram com sua abolição, mas muitas ainda estão fortemente associadas a dogmas e premissas racistas.

Sistema de governo: República Parlamentarista

Geografia: Cortada pelo Trópico de Capricórnio e banhada por dois oceanos (Atlântico e Índico), a África do Sul está localizada no extremo sul do continente africano. No utópico encontro dos dois oceanos está o Cabo da Boa Esperança, ponto estratégico das rotas comerciais européias para o Oriente, que foi contornado no século XV pelo navegador português Bartolomeu Dias. Apesar do simbolismo, o ponto que oficialmente divide os dois oceanos é o Cabo Agulhas, ponto extremo sul do continente africano.

O país faz fronteira com a Namíbia, Botswana, Zimbabwe, Moçambique e Swazilândia, e abriga em seu território o pequeno reino de Lesotho, situado a sudeste do território sul-africano.

Nos termos da Constituição de 1993, a República da África do Sul ficou dividida em nove províncias, cada uma com sua legislatura, primeiro-ministro e ministros próprios. As nove províncias e suas respectivas capitais são: Gauteng (Johannesburg), Limpopo (Polokwane), Mpumalanga (Nelspruit), Kwazulu Natal (Pietermaritzburg e Ulundi), Eastern Cape (Bisho), Western Cape (Cape Town), Northern Cape (Kimberley), North-West Province (Mafikeng) e Orange Free State (Bloemfontein).

Clima: O verão acontece entre Novembro e Março, com o pico nos meses de Dezembro e Janeiro. O inverno é entre Junho e Agosto. Em quase todo o país, encontramos um clima quente e agradável durante o ano todo. A pluviosidade média anual é inferior a 164 cm3 no Oeste e 655 cm3 no Leste.

A Cidade do Cabo, e a parte mais ao Sul de Western Cape possuem um clima Mediterrâneo, com verão bem quente. O inverno traz chuvas leves na Cidade do Cabo e na Costa Oeste.

KwaZulu-Natal possui um clima subtropical, com sol o ano inteiro. Às vezes, neva em Drakensberg e nas montanhas do Cabo no período do inverno. O interior é seco e quente durante o inverno, com noites bem frias. Os verões são quentes com chuvas mais freqüentes.

De modo geral, a África do Sul apresenta tempo quente e às vezes o sol pode ser bem forte, especialmente para os viajantes menos acostumados ao calor. O uso de protetor solar é bastante recomendado. O inverno rigoroso vai de junho a julho e o verão mais intenso acontece entre os meses de dezembro e janeiro.

Economia: Na economia, como em muitas outras instâncias da sociedade sul-africana, encontramos o paradoxo da tecnologia e do tradicionalismo. Convivem a agricultura de subsistência, que sofreu poucas transformações desde o século XIX, e uma moderna atividade industrial, a mais importante do continente. A África do Sul é o maior produtor mundial de ouro e um dos líderes na extração de diamante, além de possuir grandes reservas de cromita, urânio, antimônio, platina e carvão. Atualmente, o turismo também vem se tornando uma significativa fonte de divisas.

Na agricultura, os principais produtos são o milho, a cana de açúcar e as frutas. Na mineração destacam-se o ouro, o minério de ferro, o diamante e o carvão. Os principais setores industriais são a indústria química, petroquímica, de carvão, alimentícia, equipamentos de transporte e siderúrgica.

Voltagem: 220/230 Volts 


Visto

Toda documentação pessoal é de responsabilidade exclusiva de cada passageiro. No caso da África do Sul, não é necessário visto para turista brasileiro com permanência de até três meses (é obrigatório apresentar Certificado Internacional de Vacina da Febre Amarela). O passaporte deve estar válido por pelo menos seis meses, a partir da data de retorno ao Brasil, e possuir espaço para receber os carimbos da imigração (pelo menos uma página em branco). Naturalmente, quem optar por permanência mais longa deve estar com o passaporte válido de acordo com a respectiva permanência.

Para emitir um novo passaporte, basta visitar o site da Polícia Federal, www.dpf.gov.br, ou adquirir um formulário de passaporte em qualquer papelaria, ou ainda contatar um despachante.

Caso o passageiro tenha menos de 18 anos completos na data de embarque, é obrigatória a autorização de ambos os pais para viagem ao exterior e portar documentação específica. Favor nos solicitar relação de documentos e modelo de autorização.

Para conseguir informações atualizadas sobre o visto de turista, ou para adquirir informações sobre outros tipos de visto, entre em contato com a embaixada ou o consulado mais próximo.

Embaixada da África do Sul

Avenida das Nações, lote 6, quadra 801

CEP 70406-900 Brasília - DF

Tel: (61) 3312-9500


www.africadosul.org.br

 



Consulado da África do Sul (SP)

Avenida Paulista, 1.754 - 12 andar

CEP 01310-920 São Paulo - SP

Tel: (11) 3265-0449

www.africadosul.org.br


Vacina

A vacina contra febre amarela é obrigatória e deve ser tomada com 10 dias de antecedência do embarque. No Brasil a vacina é gratuita e pode ser feita na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Na unidade de vacinação da rede municipal e estadual, o viajante receberá o Cartão Nacional de Vacina, válido apenas no Brasil. Para realizar a troca do Cartão Nacional de Vacinação pelo Cartão Internacional (CIVP), o viajante deverá procurar os Centros de Orientação ao Viajante. Os postos da Anvisa nos portos e aeroportos não aplicam mais a vacina, apenas efetuam a troca dos cartões nacional pelo internacional.
Para maiores informações e postos de vacinação na sua cidade:
www.anvisa.gov.br/viajante

 


Chegada

A África do Sul possui aeroportos em todas as principais cidades. Os três principais são o de Johannesburg, o de Cape Town e o de Durban. Há vôos freqüentes para as maiores cidades, e há também vôos fretados que fazem a ligação entre as outras cidades e pontos turísticos. O Aeroporto Internacional de Johannesburg é o ponto de entrada para a maioria dos viajantes. Os principais hotéis e alguns backpackers oferecem ônibus grátis a partir do aeroporto, e existem também os ônibus públicos e os táxis que fazem o transfer para o hotel ou para o centro da cidade. As principais empresas de aluguel de carros possuem escritórios no aeroporto.


Dinheiro

A unidade monetária da África do Sul é o rand, que é dividido em 100 cents.

A maioria dos bancos troca tanto travellers cheques como espécie. Prefira viajar com dólares norte-americanos ou euros. Guarde os recibos de câmbio para poder reconverter seus rands ao deixar o país. Não há necessidade de se adquirir no Brasil moeda sul-africana (Rand). Na África do Sul a rede bancária oferece taxas de conversão mais vantajosas.

De uma forma geral, a África do Sul possui um custo de vida menor que o do Brasil. Quanto cada passageiro deve levar para gastos pessoais é uma decisão particular de cada um, mas a nossa sugestão é algo em torno de US$ 30 a 60 por dia para as viagens de aventura, US$ 20 a 40 para os cursos de inglês e US$ 50 a 100 para as viagens independentes. Esta quantia permite, com tranqüilidade e sem excessos, custear alimentação, atividades extras e algumas compras.

Recomendamos evitar levar grandes quantias de dinheiro em espécie (cash). Na verdade, o ideal é levar por volta de US$ 100 cash em notas pequenas e o restante em travellers cheques de US$ 50 ou US$ 100, pois além de possuírem melhores taxas de conversão, os travellers são reembolsados no caso de perda ou roubo. Para comprar travellers, basta contatar o gerente do seu banco que indicará a agência com setor de câmbio. Verifique o câmbio e a comissão cobrada pelo seu banco. O cartão de crédito internacional também pode ser utilizado, tanto para compras como para saques (cash advances, com taxa de aproximadamente 2 a 4%). Quem optar pelo cartão deve estar ciente da data de validade, do limite de saque e de compras do cartão no exterior e dos débitos já ocorridos. A senha para saques no exterior pode ser diferente da senha utilizada no Brasil, certifique-se com a administradora de seu cartão de que você possui a senha internacional. De acordo com resolução do governo brasileiro, todas as despesas com cartão no exterior estarão sujeitas a uma taxação de 2% de IOF.

Cartões de crédito, especialmente Visa e MasterCard, são amplamente aceitos. Cada vez mais caixas automáticos estão sendo usados para conseguir adiantamentos em dinheiro, mas você não deve confiar somente nestes terminais para conseguir seus adiantamentos.

As gorjetas, na África do Sul, por causa dos baixos salários, são quase uma obrigação. Algo entre 10% e 15% do valor total é considerado suficiente.

Alfândega: Além dos objetos de uso pessoal, até US$ 500 em bens podem ser trazidos sem necessidade de declaração. Acima deste valor, os artigos declarados serão taxados em 50%. Mais US$ 500 podem ser adquiridos no free-shop. Máquinas fotográficas e outros itens de maior valor já pertencentes ao passageiro ficam fora desta cota se declarados no posto da receita federal do aeroporto, antes da saída do Brasil.

O seguinte endereço traz informações atualizadas sobre a cotação do RAND em relação a outras moedas:
www.nedbank.co.za



Transporte

A infra-estrutura do transporte na África do Sul - companhias aéreas, estradas de ferro, ônibus de luxo e carros - é tão boa que os turistas podem viajar confortável e rapidamente do seu ponto de entrada para qualquer outra parte do país. Um número de companhias aéreas internacionais, incluindo a South African Airways (SAA), opera com vôos regulares de e para a África do Sul.

A principal operadora de transportes da África do Sul é a governamental Transnet, e entre os seus serviços estão os seguintes: um eficiente sistema ferroviário (Spoornet), serviços de apoio ao sistema portuário (Portnet), serviços de transporte rodoviário (Autonet) e a própria South African Airways. A Spoornet possui 20319 km de ferrovias. O "Blue Train", o famoso trem de luxo da África do Sul, opera regularmente entre Pretória e Cidade do Cabo. As operações do Blue Train se estenderam recentemente, e agora servem também Mpumalanga e uma parte da Garden Route. Há ainda um serviço novo, que cruza a fronteira do Zimbabwe e segue para Victoria Falls. Outras rodovias também fazem este e outros percursos, e são ótimas alternativas para os trechos internos de sua viagem.

Aluguel de Autos: Qualquer carteira de motorista válida é aceita na África do Sul, desde que tenha a fotografia e a assinatura do condutor, e que esteja acompanhada do passaporte. Se a sua carteira não cumprir estas exigências, você deve obter uma Carteira Internacional de Motorista antes de viajar.

A África do Sul possui uma excelente rede de estradas. Dirige-se do lado esquerdo e as ultrapassagens devem ser feitas pela direita. As placas de distância e velocidade são expressas em quilômetros. O uso do cinto de segurança é obrigatório. Dirigir alcoolizado é uma falta grave, e as leis de trânsito são severamente cumpridas. Algumas estradas sul-africanas têm pedágios e portanto, se você pretende dirigir logo na chegada, tenha em mãos algumas moedas sul-africanas, para não ser pego desprevenido.

Baz Bus: O Baz Bus é um sistema de transporte desenvolvido especialmente para viajantes jovens em viagens independentes, e consiste num sistema seguro e divertido de viajar pelo país. O Baz Bus é também uma opção econômica, pois o passageiro compra apenas um bilhete para o destino final e pode subir e descer do ônibus em qualquer uma das paradas, quantas vezes desejar, sem limite de tempo. O Baz Bus serve mais de 200 pousadas e backpackers na África do Sul, e leva os viajantes até a porta dos estabelecimentos, zelando assim pela segurança dos passageiros. Os ônibus do Baz Bus são confortáveis e possuem amplo espaço para você levar sua prancha de surf, sua bicicleta, sua barraca de camping, e tudo o que você quiser para sua aventura pela África do Sul.


Histórico

Colonização: Os europeus chegam ao país em 1487, quando o navegador português Bartolomeu Dias contorna o Cabo da Boa Esperança. Situada na rota comercial para as Índias e habitada por diversos grupos negros (bosquímanos, khois, xhosas, zulus), a região é colonizada por imigrantes holandeses, franceses e alemães no século XVII. Os colonos brancos (chamados bôeres ou africâners) se fixam e desenvolvem uma língua própria, o africâner. Em 1806, os ingleses tomam a Cidade do Cabo e lutam contra negros e bôeres. Com os choques, os bôeres emigram para o nordeste (a Grande Jornada, em 1836), onde fundam duas repúblicas independentes, Transvaal e Estado Livre de Orange. A entrada dos ingleses no Transvaal resulta na Guerra dos Bôeres, que termina com a vitória britânica.

Apartheid: A partir de 1911, a minoria branca, composta de africâners e descendentes de britânicos, promulga leis que consolidam seu poder sobre a população negra. A política de segregação racial do apartheid (separação, em africâner) é oficializada em 1948, com a chegada ao poder do Partido Nacional (NP), que domina a política por mais de 40 anos. O apartheid impede o acesso dos negros à propriedade da terra e à participação política, e os obriga a viver em zonas residenciais segregadas. Casamentos e relações sexuais entre pessoas de raças diferentes tornam-se ilegais.

A oposição ao apartheid toma forma na década de 50, quando o Congresso Nacional Africano (CNA), organização negra criada em 1912, lança uma campanha de desobediência civil. Em 1960, a polícia mata 67 negros que participavam de uma manifestação em Sharpeville, subúrbio próximo à Johannesburg. O Massacre de Sharpeville - como fica conhecido - provoca protestos no país e no exterior. Como conseqüência, o CNA é declarado ilegal. Seu líder, Nelson Mandela, é preso em 1962 e condenado à prisão perpétua.

Nos governos dos primeiros-ministros Hendrik Verwoerd (1958 - 1966) e B.J. Vorster (1966 - 1978), a política do apartheid agrava-se. Uma série de leis separa os negros em grupos étnicos, na tentativa de confiná-los em territórios tribais, denominados bantustões (homelands). Com o fim do império colonial português na África (1975) e a queda do governo de minoria branca na Rodésia, atual Zimbabwe (1980), o domínio branco na África do Sul entra em crise. Em 1984, uma revolta popular contra o apartheid leva o governo a decretar lei marcial. A comunidade internacional reage e a ONU impõe sanções à África do Sul. Acuado, o presidente Pieter Botha promove reformas, mas mantém os aspectos essenciais do regime racista. No mundo todo cresce o movimento pela libertação de Mandela.

Fim do Apartheid: Na presidência de Frederick de Klerk ocorrem várias mudanças. Em 1990, Mandela é libertado e o CNA recupera a legalidade. De Klerk revoga leis raciais e inicia o diálogo com o CNA. Sua política, criticada pela direita, é legitimada por um plebiscito só para brancos, realizado em 1992, em que 69% dos votantes se pronunciam pelo fim do apartheid. Entre os negros também há resistência às mudanças. O partido da Liberdade Inkatha, organização zulu, disputa com o CNA a representação política dos negros. Seu líder, Mangosuthu Buthelezi, acusa Mandela de traição. O confronto degenera em graves conflitos.

Eleições Multirraciais: Inconformados com o avanço das reformas, líderes extremistas brancos fundam em 1993 a Frente Nacional Africâner (FNA) e ameaçam criar um país independente no Transvaal. Mesmo com essa resistência, De Klerk e Mandela ganham o prêmio Nobel da paz em 1993. Em abril de 1994, Mandela é eleito presidente da África do Sul pelo CNA, que também conquista maioria na Assembléia Nacional. A aliança com o NP viabiliza a formação do primeiro governo multirracial do país.

O Parlamento aprova a Lei de Direitos sobre a Terra, restituindo propriedades às famílias negras atingidas pela lei de 1913, que destinara 87% do território sul-africano à minoria branca. Em 1996, todos os ministros do NP são substituídos por simpatizantes do CNA, em conseqüência da saída do NP do governo por discordar de alguns pontos da nova Constituição, de 1997. Em dezembro de 1997, Nelson Mandela renuncia à liderança do CNA e é substituído por Thabo Mbeki.

Pós-apartheid: Criada em 1995 para investigar, julgar e anistiar crimes contra os direitos humanos praticados durante a vigência do apartheid, a Comissão de Reconciliação e Verdade termina seus trabalhos em agosto de 1998 sem cumprir plenamente seu objetivo: reconciliar os cidadãos sul-africanos. Pesquisas revelam que as mais de 7 mil confissões recebidas pela Comissão - presidida pelo arcebispo Desmond Tutu - pioraram as relações inter-raciais no país. Destacam-se os depoimentos de cinco policiais brancos que assumem o assassinato do ativista negro Steven Biko em 1977. A ex-mulher do presidente, Winnie Mandela, e seu grupo de guarda-costas são responsabilizados por pelo menos seis assassinatos ocorridos entre 1988 e 1992. O relatório final da Comissão acusa de violação dos direitos humanos tanto autoridades do regime racista como organizações anti-apartheid. Mandela se nega a decretar anistia geral aos acusados.

As eleições parlamentares realizadas em junho de 1999 são vencidas pelo Congresso Nacional Africano, que obtém 266 cadeiras na Assembléia Nacional, uma a menos que o necessário para atingir a maioria absoluta. O partido também ganha em cinco legislativos provinciais. O pleito realiza-se sem incidentes e o resultado confirma a escolha de Thabo Mbeki, indicado por Mandela, para ocupar a Presidência do país. Mbeki assume o cargo em 16 de junho, tendo à frente grandes desafios: garantir a continuidade do regime democrático, reduzir as diferenças sociais entre brancos e negros e combater a epidemia de Aids, que atinge cerca de 20% da força de trabalho sul-africana. Mbeki já está em seu segundo mandato na África do Sul, completando 10 anos de governo. Em breve, os sul-africanos terão eleição para presidência da república e Mbeki não poderá ser reeleito.



Fauna

A região da África do Sul é rica em vida selvagem, mas atualmente as principais espécies estão concentradas em Parques Nacionais, especialmente no gigantesco Kruger National Park e no Kalahari Gemsbok National Park.

A África do Sul é o lar dos três maiores mamíferos terrestres (o elefante africano, o rinoceronte branco e o hipopótamo), do mais alto (a girafa), do mais rápido (a cheetah ou guepardo) e do menor (o pigmy shrew).

A conservação da fauna nativa é uma preocupação bastante presente na consciência dos sul-africanos, e espera-se dos viajantes que demonstrem a mesma atenção quando estiverem viajando pelo país. Muito deste cuidado deve-se ao fato de uma quantidade enorme de espécies ter sido dizimada desde a colonização. Mas o país ainda possui a última população substancial de rinocerontes brancos e negros (com seus chifres intactos), e o problema com o número de elefantes já não está mais associado a um processo de extinção, mas sim de superpopulação.

Na África do Sul, a possibilidade de se poder observar sem dificuldades os chamados "big five" (elefante, leão, leopardo, búfalo e rinoceronte) é certamente maior do que em qualquer outro país do continente.

Há ainda uma espetacular variedade de pássaros, com 900 espécies diferentes, das quais 113 são endêmicas. Elas variam muito em tamanho e cores, e podem ser vistas em viveiros gigantes, onde você pode entrar na "gaiola" junto com os pássaros. E não podemos nos esquecer das inúmeras baleias, golfinhos - e tubarões - presentes nas limpas águas dos mares sul-africanos.


Idiomas

A língua inglesa sofreu poucas mudanças ao longo do tempo na África do Sul. A pronúncia e a gramática são britânicas, e as palavras usadas no Reino Unido são mais comuns na África do Sul do que palavras e expressões norte-americanas (fala-se, por exemplo, lift ao invés de elevator, e petrol no lugar de gas).

O africâner, apesar de estar intimamente associado à população bôer, é a língua mãe de muitos negros na África do Sul. O africâner desenvolveu-se do idioma holandês do século XVII. Na África, ele abandonou a complicada gramática holandesa e incorporou em seu vocabulário palavras do idioma francês, do inglês, de idiomas indígenas e até de algumas linguagens asiáticas. É um idioma inventivo, poderoso e expressivo, mas não era reconhecido como língua oficial antes de 1925 - até então era considerado um dialeto holandês. É uma língua fonética, e as palavras geralmente são pronunciadas do modo como se escreve, com o som forte de R característico das línguas germânicas.

Além destas duas línguas de origem européia, a África do Sul conta ainda com mais nove idiomas oficiais de origem africana. Apesar de possuírem muitas diferenças entre si, é comum dois indivíduos de línguas diferentes conseguirem estabelecer um contato. A lista completa dos idiomas está logo acima, em dados gerais.


Culinária

Em todo o país a comida é muito saborosa, e se caracteriza pelos temperos exóticos, com muitos pratos feitos à base de curry. Os frutos do mar costumam ser usados, assim como as carnes de caça. Frutas e legumes também fazem parte da alimentação.

Nas grandes cidades há praticamente todo o tipo de comida disponível (inclusive as "globalizadas" cadeias de fast food), geralmente a preços muito vantajosos.

Vinhos: De excelente qualidade, os vinhos sul-africanos já são reconhecidos internacionalmente. Entre os mais procurados está o Pinotage, produzido por diversas vinícolas. Nas regiões produtoras, há várias vinícolas que organizam degustações para os viajantes.

Outra bebida típica é a Amarula, um licor feito da Marula, que é uma fruta sul-africana bastante popular entre os estrangeiros.


Compras

A África do Sul possui diversas possibilidades de compras, especialmente mercadorias típicas do artesanato local, instrumentos musicais, pequenas esculturas, colares, roupas e vinhos.

Produtos internacionais possuem preços internacionais, nem sempre compensadores. Para evitar carregar compras durante a viagem e pelo fato de tratar-se de um grande centro comercial, sugerimos deixar a maior parte de eventuais compras para os últimos dias na Cidade do Cabo. Lá podemos encontrar uma enorme variedade de produtos, sendo que os preços mais vantajosos em roupas e artesanato são encontrados no Greenmarket Square e Long Street. O Waterfront também oferece boas compras, entretenimento e uma bela vista da Table Mountain. Há três outros grandes shoppings em Cape Town: Cavendish Mall, no subúrbio de Claremont; Tyger Valley, no subúrbio de Bellville; e o enorme e moderno Canal Walk, supostamente o melhor shopping da África do Sul, em Century City (na N1 ao lado do parque de diversões Ratanga Junction).

Lembre-se apenas que as lojas em Cape Town abrem às 9:00 e fecham às 17:00, impreterivelmente. Apenas no Waterfront e em Century City é possível fazer compras até às 21:00. Para todos os produtos que forem levados para fora da África do Sul por estrangeiros (não é válido para produtos consumidos durante a estada), o governo concede o reembolso do VAT (imposto de valor agregado), no valor de 14%. Desta forma, recomendamos guardar todas as notas fiscais de produtos não consumidos durante a viagem, para posterior arrecadação dos impostos pagos.



Bagagem - O Que Levar?

Uma lista completa de coisas para levar depende de seu itinerário e do tipo de viagem que você pretende fazer. Mas na África do Sul a regra básica é priorizar o conforto e a informalidade.

De qualquer maneira, não se esqueça de levar um bom par de binóculos para poder observar melhor os animais nos safáris, um par de tênis confortáveis, um cadeado para sua mochila e um despertador para programar melhor os seus dias. Agasalhos de acordo com a época do ano são indispensáveis, e mesmo no verão as noites podem ser frias. Um bom wind-break ajuda muito, tanto nos safáris (lembre-se que os veículos são abertos e há safáris de manhã cedo e à noite, quando é mais frio mesmo no verão) como nas praias.

Lembre-se que você provavelmente estará desembarcando numa cidade grande, onde poderá encontrar quase tudo que você possa vir a precisar. Equipamentos para camping e outros itens para viagens especiais podem ser encontrados nas maiores cidades, e são produtos de boa qualidade.



Comunicação

A África do Sul utiliza o sistema GSM para telefones celulares, o que permite aos visitantes utilizá-los no país. Os telefones públicos podem ser operados com moeda ou cartão. Você pode comprar cartões telefônicos com facilidade, no comércio em geral.

A forma mais prática de se fazer uma ligação internacional da África do Sul, e uma das mais baratas, é a cobrar via Embratel, sem auxílio da telefonista. Basta discar 0800990055 e seguir as instruções da gravação, um procedimento simples e em português. Com o cartão local, basta discar 0955 mais o código da cidade e número do telefone.


Fuso Horário e Horários Comerciais

Em relação ao horário de Brasília, a África do Sul está 5 horas adiantada. Quando há horário de verão no Brasil, a diferença cai para 4 horas. O tempo aproximado de vôo entre São Paulo e Johannesburg é de 8 horas.

Os horários bancários variam, mas costumam ser das 9:00 às 15:30 nos dias de semana. Muitas agências também funcionam aos sábados, das 8:30 às 11:00. As agências de correio geralmente ficam abertas entre 8:00 e 16:30 durante a semana, e entre 8:00 e meio-dia aos sábados. Tanto os bancos quanto as agências de correios das pequenas cidades fecham na hora do almoço.

A maioria do comércio funciona entre 9:00 e 17:00 nos dias de semana e aos sábados de manhã. Os bares costumam fechar às 23:00, exceto nas grandes cidades. A maioria dos restaurantes fecham por volta das 21:00.


Feriados Nacionais e Festivais

Ano Novo: 1 de Janeiro

Dia dos Direitos Humanos: 21 de Março

Sexta-Feira da Paixão: 10 de Abril

Dia da Família: 17 de Abril

Dia da Constituição: 27 de Abril

Dia do Trabalho: 1 de Maio

Dia da Juventude: 16 de Junho

Dia Nacional da Mulher: 9 de Agosto

Dia da Herança: 24 de Setembro

Dia da Reconciliação: 16 de Dezembro

Dia de Natal: 25 de Dezembro

Dia da Boa Vontade: 26 de Dezembro



Cuidados Extras com Saúde e Segurança

A África do Sul possui excelentes recursos médicos. No entanto, todos os tratamentos médicos devem ser pagos e, por isso você deve adquirir um seguro de viagem para sua estadia. Você pode nadar seguramente nas praias de toda a costa, agindo prudentemente nos lugares mais perigosos, mas você não deve nadar em rios e lagos das regiões do norte e do leste.

A malária é um problema que deve ser estudado com atenção pelo viajante que planeja ir algumas regiões específicas da África do Sul. Quase a totalidade do território sul-africano está livre do risco de malária. De qualquer maneira, devemos considerar o risco existente na região norte do Kruger Park e nas áreas rurais de KwaZulu-Natal. A primeira medida a ser adotada é o uso de repelentes enquanto estiver na região. O uso de profiláticos fica a critério de cada um, e sugerimos consultar um médico de confiança da família, uma vez que opiniões médicas a respeito deste assunto podem ser divergentes. Qualquer integrante do grupo que apresente sintomas da doença será imediatamente encaminhado a um laboratório médico para a realização dos exames necessários, através do seguro de viagem. Para maiores informações sobre malária, sugerimos uma consulta à SUCEN, órgão especialista no assunto: www.sucen.sp.gov.br

A África do Sul é um local seguro para os turistas. No entanto, é necessário tomar algumas precauções durante a viagem.

Principalmente nas grandes cidades, seja cuidadoso e não desvie a atenção se você estiver levando câmeras, jóias e uma grande quantidade de dinheiro. Deixe os objetos de valor no cofre do hotel. Não descuide das chaves da sua mala ou do hotel. Não passeie pelas ruas não movimentadas à noite, e quando retornar ao hotel tarde da noite, utilize a entrada principal.

Tranque as portas do carro e mantenha as janelas fechadas. Deixe todos os itens pessoais e a bagagem no porta-malas ou porta-luvas, nunca deixe-os à vista no banco do carro. Planeje seus passeios previamente e utilize mapas. Estacione em áreas seguras e não dê carona a estranhos.

Johannesburg, nos últimos anos, se tornou uma cidade perigosa, com um alto índice de furtos e com um considerável aumento no número de assaltos e crimes mais violentos. Deve-se tomar cuidado em evitar ostentar equipamentos e objetos de muito valor, não freqüente lugares desertos nem durante o dia e evite andar sozinho por lugares desconhecidos. Apesar de ser uma cidade mais segura que São Paulo ou Rio de Janeiro, não aconselhamos visitar o centro de Johannesburg sem acompanhamento de guia ou de um local.

Drogas: A planta da maconha era tradicionalmente uma mercadoria de troca entre a tribo dos Xhosas e dos San. Atualmente a droga (chamada de dagga ou zol) é ilegal, mas facilmente encontrada e amplamente consumida, especialmente entre as comunidades negras. O sistema legal não faz distinção entre drogas leves e pesadas.



Johannesburg

Mais conhecida como Jo'burg, a capital da província de Gauteng é puro movimento. Coração financeiro do país, esta é, de longe, a maior cidade da África do Sul. É acelerada, confusa, e muitas vezes hostil, mas é também próspera, dinâmica e possui uma agenda cultural variada e uma agitada vida noturna. Muitas pessoas podem lhe aconselhar a passar por Jo'burg o mais rápido possível, carregando seus pertences com atenção, suspeitando de tudo e de todos. Entretanto, se você deseja conhecer realmente a África do Sul - e tentar compreendê-la - então uma passagem por Jo'burg é indispensável. Enquanto a segregação racial velada ainda estiver presente no país, em nenhum outro lugar da África do Sul será mais fácil conhecer negros que alcançaram boas oportunidades econômicas do que em Jo'burg. A cidade foi retomada pela população negra, e a diferença pode ser sentida ao andar pelas ruas. O cenário musical e cultural de Jo'burg também espelha a reconciliação em espetáculos multirraciais.

Mas ainda há, é claro, exemplos chocantes de distinção social na cidade. Os subúrbios do norte, por exemplo, são bem protegidas áreas para famílias brancas de classe média, isoladas e artificiais, onde os únicos negros por perto exibem uniformes de empregados e motoristas. As townships negras, onde as condições de vida variam entre o básico e o miserável, cercam a cidade e formam um contraste grotesco com os condomínios brancos. Soweto (South Western Townships) é o township principal e também símbolo da resistência ao regime de apartheid. Possui uma população de aproximadamente quatro milhões de habitantes, distribuídos em 120 quilômetros quadrados de área total, compreendendo nove etnias e 32 subúrbios. A maioria dos sul-africanos brancos ignora totalmente como é a vida dentro de uma township, e poucos tiveram a chance de realmente entrar em uma. Apesar das townships ainda estarem num estado de agudo trauma social, visitantes não são vistos como alvos humanos, e é possível entrar e conhecer uma. É preciso, no entanto, estar acompanhado de um guia especializado, de preferência que more no bairro, ou então possuir algum amigo local que seja bem relacionado.

Jo'burg é um dos principais pontos de chegada dos vôos internacionais e também um importante centro de partida para destinos internos.


Cape Town

Como todas as cidades sul-africanas, a Cidade do Cabo também possui seus paradoxos e ambivalências: é européia, mas não exatamente européia, é africana, mas não somente africana. Agora, se existe algo que pode ser dito com certeza sobre a Cidade do Cabo, é que ela é, sem dúvida, uma das mais belas do planeta. Mesmo o viajante mais incrédulo acabará se rendendo às paisagens desta cidade, de suas montanhas e seu mar. A Cidade do Cabo, a mais antiga colônia sul-africana, tem muito de sua paisagem dominada pela impressionante Table Mountain, e por belas vinhas e praias. A cidade tem fama de ser a mais liberal e receptiva da África do Sul, e talvez também a mais segura para visitantes estrangeiros.

O centro da cidade se estende ao norte da Table Mountain e é surpreendentemente pequeno. A área central, chamada de City Bowl, abriga muitas das atrações da Cidade do Cabo. O Castelo da Boa Esperança foi construído entre 1666 e 1679, e é uma das mais antigas construções européias do país. O South African Museum é também um passeio interessante, com seus inúmeros animais empalhados e instalações sobre dinossauros. Mostras de cultura indígena também podem ser vistas no museu, como as montagens com bonecos representando a comunidade dos San (bosquímanos). O Victoria & Alfred Waterfront fica ao norte do centro da cidade, e é um romântico centro portuário de compras e lazer, com muitos bares e restaurantes charmosos, onde há também um excelente Aquarium. Apesar de ser um lugar bastante turístico, conserva ainda uma cor local que o diferencia de seus similares nos EUA. A animação se estende até a noite, portanto não se preocupe em chegar muito cedo.

O bondinho (cable car) que leva ao topo da Table Mountain é uma atração óbvia e popular, mas absolutamente imperdível. Com o tempo claro, a visão que se tem do topo é espetacular, e há ainda várias trilhas para se fazer no topo da montanha. O Kirtensbosch Botanical Garden, no lado oriental da Table Mountain, é um dos mais lindos do mundo, e dedicado quase que exclusivamente às plantas nativas. Certamente vale uma visita. O City Bowl é uma ótima área para encontrar pousadas e hotéis. Sea Point, no litoral do Atlântico, a oeste do centro, também é uma ótima opção para sua acomodação. O Observatory possui uma vizinhança bastante acolhedora, que costuma atrair a preferência dos estudantes. Fica a leste do centro e é um pouco fora de mão.



Pretoria

Fundada em 1855, a vila que depois viria a se tornar a cidade de Pretoria, começou a se desenvolver a partir das várias fazendas. Localizada na província de Gauteng, fica ao norte de Johannesburg e é a capital administrativa do país. Foi onde Nelson Mandela foi condecorado como presidente, depois das primeiras eleições democráticas do país; a solenidade aconteceu no Union Buildings, hoje um dos principais pontos turísticos da cidade.

Os jacarandás espalhados pelas ruas são uma característica de Pretoria, que na primavera ganha um colorido especial e atrai muitos visitantes. As diversas construções coloniais formam um interessante contraste com os prédios modernos e garantem o título de cidade mais elegante do país. A infra-estrutura é excelente, com opções culturais que atendem principalmente os que gostam de cinema, teatro e shows. Há ainda uma variedade de museus, como o Natural History Museum, o Cultural Museum e o Melrose House, um dos muitos exemplos da arquitetura vitoriana da cidade. Há muitas áreas verdes, com mais de 100 parques, incluindo algumas reservas naturais, como o Jardim Botânico e a Wonderboom Nature Reserve. Além das minas de diamantes, destacam-se o centro histórico, localizado na Church Square, e o Monumento aos Pioneiros (Voortrekker Monument), uma homenagem aos colonizadores.


Durban

Durban é a terceira maior cidade do país, localizada na província de Kwazulu-Natal. Ela tem sido uma importante cidade portuária desde 1850, e é onde há a maior concentração de descendentes indianos do país - Mohandas (o Mahatma) Gandhi desembarcou ali como um dos primeiros trabalhadores indianos imigrantes, em 1893. Atualmente a cidade é mais conhecida como um destino de férias, com uma agitada vida noturna. O clima (assim como a água do mar) mantém-se quente e agradável durante todo o ano, atraindo multidões para a longa seqüência de praias, todas ótimas para a prática do surf.

Além das atrações naturais, "Durb's" ainda tem muito a oferecer. Dentro da prefeitura funciona uma galeria de arte que possui uma bela coleção de peças da arte sul-africana contemporânea, além de um interessante museu de ciências naturais. Também no centro da cidade, o museu de história local possui boas instalações sobre a vida no período colonial, enquanto que o Centro de Arte Africana exibe alguns belos trabalhos de arte primitiva. A oeste do centro da cidade fica a Indian Area, bastante animada e vibrante, diferente dos bairros sul-africanos mais comerciais. Ali, o Victoria Street Market é a principal atração, mas também vale dar uma olhada na Mesquita Juma, e no Templo Hindu de Alayam, o maior e mais antigo da África do Sul. Infelizmente, esta área não é considerada segura para se andar à noite e merece atenção durante o dia.

A Marine Parade, em frente à praia, é a área principal de Durban. A maioria dos lugares para comer e para se hospedar ficam na Marine Parade ou nas ruas ao redor, assim como as opções de diversão e entretenimento. À noite, todo mundo vai para os restaurantes dos subúrbios do norte, ou para os grandes hotéis e casas noturnas ao longo da praia.

Durban possui um aeroporto internacional, e é também bem servido por ônibus e trens para toda as principais cidades da África do Sul.


Garden Route

A badalada Garden Route segue por um lindo pedaço de litoral no sul da província de Western Cape. A sinuosa estrada passa pela planície costeira que é bastante arborizada, e possui em seus arredores inúmeras lagoas de águas azuis, dunas de areias brancas e as mais soberbas praias. Oficialmente, a Garden Route vai de Mossel Bay até Bloukrans Bridge, onde há o maior bungee jump do mundo e termina a província de Western Cape.

A Garden Route passa pelas maiores extensões de florestas nativas, e também por plantações comerciais de eucaliptos e pinheiros. É o lugar favorito de todos os fanáticos por esportes aquáticos, e o clima se mantém agradável durante todo o ano (as temperaturas médias ficam em torno dos 20 graus). Se você estiver viajando pela Garden Route, há uma alternativa interessante entre as montanhas de Little Karoo. Esta área, dominada pela cidade de Oudtshoorn, é conhecida por abrigar uma quantidade enorme de avestruzes, que adoram o clima seco e ensolarado da região, e pelas Cango Caves, maior complexo de cavernas de pedra calcária do mundo.


Kruger Park

Mais do que um dos mais famosos parques de vida selvagem do mundo, o Kruger está também entre os maiores e mais antigos - foi fundado em 1898! Lá você pode ver todos os chamados "big five" (leões, leopardos, elefantes, búfalos e rinocerontes), além de girafas, hipopótamos, vários tipos de antílopes e também animais menores. Apesar de a maioria das pessoas ter visto animais africanos em zoológicos, a experiência de observá-los em seu ambiente natural é incomparável e espetacular.

No entanto, se engana quem pensa que ir ao Kruger Park é ter de encarar incômodos e privações: o parque é altamente organizado, possui opções de acomodação absolutamente seguras e confortáveis e conta com seus cem anos de experiência em safaris e passeios para proporcionar aventura sem abrir mão da segurança e do conforto.

O parque se estende por 350 km pela fronteira com Moçambique e possui uma largura média de 60 km. Existem aproximadamente 2000 km de estradas dentro do parque, por isso, mesmo nas épocas mais disputadas como férias e feriados escolares, é possível arrumar um jeito de se isolar e aproveitar a sua experiência na selva. As acomodações são geralmente bangalôs, que podem variar entre alojamentos com facilidades coletivas e bangalôs particulares super-equipados e com ar-condicionado.

Para quem busca maior conforto e sofisticação, as diversas reservas privadas localizadas ao longo da fronteira com o parque nacional são as melhores opções para o safári.

 

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